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O que fazer se o seu bichinho de estimação fugir?

31 Jan 2018
Quem tem bichinho de estimação em casa conhece bem a constante preocupação com fugas e até mesmo furtos dos pets. Até um tempo atrás, era comum encontrar cartazes espalhados no estilo "procura-se". Hoje, com o poder das redes sociais, o cartaz foi digitalizado em postagens e o compartilhamento é uma forte ferramenta para localizar o animal perdido.

Entre as páginas dedicadas a localizar os pets, o grupo Bicho Perdido é Bicho Achado (Facebook) compartilha informações sobre cães, gatos, aves e até cavalos que foram encontrados ou estão desaparecidos na cidade de Itajubá.

"Criei o grupo por necessidade própria, pois atuo com resgate de animais e volta e meia algum deles desaparece, principalmente os felinos", conta a advogada Hilda Rocha. Ela administra a página em modo público e qualquer pessoa pode postar fotos e informações dos pets.

Hoje o grupo conta com 734 membros e a cada dia mais participantes surgem na busca por informações. Há vários casos de sucesso, como o do Lobo, pastor da mantiqueira da Guarda Civil Municipal de Itajubá (GCM), que desapareceu no último 1º de janeiro.

"Não foi a primeira vez que o Lobo sumiu, mas ficamos muito preocupados pois ele estava sem coleira de identificação. Como é dócil, é comum a retirarem como uma espécie de souvenir", conta a guarda Gleize Gimenes, atual responsável pelo cão.

Adotado há um ano e meio pela GCM, Lobo faz parte da rotina dos guardas municipais e o sumiço mobilizou a cidade através das redes sociais. Após 10 dias desaparecido e com muitas informações desencontradas a guarda Gimenes já perdia as esperanças quando alguém viu a postagem e identificou o animal no Bairro Pessegueiro. "Foi um alívio, eu nem sei explicar. A gente cria amor, né?", diz emocionada. Para ela, o compartilhamento nas redes foi fundamental para a localização de Lobo. "Meu mais profundo muito obrigada a todos que participaram do resgate", agradece a guarda.

Já outros, não têm tanta sorte. "Encontrar animais perdidos em uma cidade rodeada de mata, área rural e rodovias é um desafio. Infelizmente, nem sempre conseguimos localizá-los. Porém o que importa é manter essa rede de proteção animal em constante colaboração", comenta a advogada. Ela enfatiza a importância das informações postadas e dá dicas de como aumentar as chances de resgate.

Confira as dicas:
- Deixe seu animal sempre com coleira de identificação com telefone gravado;
- Em caso de queima de fogos ou barulho excessivo (lembre-se que estamos em ano de Copa do Mundo), procure deixar o pet preso em um quarto e não no quintal ou varanda;
- Existem sedativos leves que ajudam a acalmar cães e gatos. Converse com seu veterinário sobre a possibilidade da medicação preventiva;
- Se o bichinho sumiu, crie uma postagem com foto e as seguintes informações: endereço (rua e bairro), telefones de contato, nome pelo qual o animal atende e características particulares. Além das redes sociais, converse com vizinhos e espalhe cartazes pela cidade;
- É muito importante deixar a postagem em modo público em seu perfil.
- Atualize o post com novas informações e, principalmente, se o animal já foi encontrado. Acredite, muita gente fica preocupada junto com você e nada mais justo que compartilhar as boas novas e dar alívio a todos que participaram!

Onde publicar:

www.facebook.com/BichoPerdidoBichoAchadoItajuba
www.facebook.com/RESGACTI
www.facebook.com/ItajubaPelosPets
www.facebook.com/Desaparecidos_e_Abandonados
www.facebook.com/FamiliaMarciaPet
www.facebook.com/JardimdeSãoFrancisco

A singularidade de Itajubá

30 Jan 2018
Por Juliano Alves Pinto
Diplomata responsável do escritório regional de inovação do Itamaraty em Minas Gerais.


"Só tem em Itajubá". Eis a frase que mais ouvi na minha recente visita à cidade de Itajubá, no Sul de Minas, que representa um dos ecossistemas de inovação mais pujantes do País. Não é para menos, pois a assertiva remete diretamente ao conceito de singularidade, tão presente nos debates correntes sobre inovação.

O caso de Itajubá é mesmo singular, pois existe ali o funcionamento pleno do modelo de tripla hélice, em que Governo, Academia e Iniciativa Privada trabalham de forma coordenada em prol do ecossistema. Além disso, os elementos constitutivos de um ecossistema clássico de inovação podem ser facilmente percebidos quando se está em Itajubá. A interação entre a Prefeitura Municipal e a Universidade Federal de Itajubá (UNIFEI) é total, o que faz com que as empresas ali instaladas se sintam inteiramente à vontade para contribuir de forma voluntária para que novos negócios empreendedores surjam o tempo todo. Não surpreende o fato de que gigantes como a Honeywell e a Airbus tenham optado por Itajubá na instalação de algumas de suas mais importantes unidades industriais. Dado importante, também, é o fato de estar ali o Laboratório Nacional de Astrofísica (LNA), componente científico importante num ecossistema, à semelhança dos laboratórios nacionais norte-americanos estrategicamente instalados no Vale do Silício, tais como o Lawrence Berkeley e o Ames Research Center da NASA.

Com uma população de 100 mil habitantes, Itajubá é a cidade brasileira com o maior potencial gerador de novas startups, segundo dados da Associação Brasileira de Startups, além de ser a cidade do sul de Minas que tem o melhor IDH. Qualidade de vida, governança e concentração de talento singularizam Itajubá como um dos melhores ecossistemas de inovação do Brasil.

Não posso deixar de mencionar que Itajubá esbanja mineiridade ao ser uma cidade extremamente hospitaleira. Tive a honra de ser recebido por numerosa delegação de stakeholders liderada pelo Prefeito Rodrigo Riera, entre os quais merece menção o Magnífico Reitor da UNIFEI, Professor Dagoberto Alves de Almeida, o Diretor do LNA, Bruno Vaz Castilho, o CEO da Honeywell Brasil, Carlos Conti, entre outros, líderes políticos, empresários e acadêmicos dessa belíssima cidade sul-mineira.

Não posso deixar de agradecer ao competentíssimo Secretário Municipal de Ciências, Tecnologia, Indústria e Comércio, Fernando Bissacot, por ter organizado minha visita a Itajubá, e ao meu amigo, Professor Policarpo Abreu, Superintendente do Centro de Inovação e Tecnologia da FIEMG em Belo Horizonte, ilustre cidadão itajubense, cuja indispensável presença prestigiou sobremaneira minha agenda naquela cidade.

Equipe Drumonsters da Unifei participa de projeto que resgata a poesia drummondiana

29 Jan 2018
O que Pedro Drummond, neto de Carlos Drummond de Andrade; a Drumonsters, equipe de robótica da Universidade Federal de Itajubá (Unifei) – campus de Itabira, e a Fundação Cultural Carlos Drummond de Andrade têm em comum, além da forte ligação com o poeta itabirano?

Idealizado por Pedro e executado pela Drumonsters, o projeto “Drummond, fala, fala, fala” consiste na seguinte ideia: ao atender a chamada de um telefone, a pessoa tem a oportunidade de ouvir poemas recitados pelo próprio autor, sendo possível até selecionar qual obra deseja escutar. A participação da Drumonsters, aliás, foi uma indicação do próprio Pedro, que diz ter passado a “admirar e torcer” pela equipe desde que descobriu o seu trabalho.

O objeto utilizado na ação fazia parte de uma coleção de telefones de Drummond e de sua esposa, Dolores Dutra de Morais. Este e outros itens do acervo estarão à mostra em uma exposição a ser realizada em março, na Fundação Cultural Carlos Drummond de Andrade, e que, depois, passará por outros pontos de Itabira e região.

A origem do projeto é curiosa: em 1995, Pedro Drummond gravou a voz do avô recitando poemas na secretária eletrônica da casa da família. De alguma maneira, um jornalista descobriu a história e publicou o contato em seu periódico, um gatilho para que várias pessoas ligassem para a casa durante todo o dia só para ouvir os poemas.

O telefone já esteve exposto em dois pontos de Itabira: a Avenida João Pinheiro e a Fazenda do Pontal. Em ambas as ocasiões, despertou a emoção de quem se arriscava a atender a chamada misteriosa, como garante o diretor de eletrônica da Drumonsters, Arthur Müller: “A recepção da população foi muito boa, muita gente se emocionava. Claro, alguns ficavam receosos em atender, achando que era algum tipo de pegadinha, mas a maioria das pessoas que escutou, principalmente as mais velhas, se sentiu tocada”.

Camilo Lelis, técnico de laboratório da Unifei em Itabira e membro da equipe, também destacou a repercussão que a ação teve dentro da comunidade itabirana, algo que o surpreendeu, e ressaltou que o projeto reforça o cunho social da equipe de robótica: “Acho que a Drumonsters, além de competir, tem um papel social muito importante. Essa foi uma ótima oportunidade de trabalhar esse lado da equipe, de aproximá-la da comunidade. A Unifei tem esse objetivo de atuar e prestar serviços à sociedade, e a Drumonsters, naturalmente, está inserida nisso”.

Fórum das Letras

No dia 22 de novembro, a Drumonsters esteve em Ouro Preto - MG para participar do Fórum das Letras, ação cultural que homenageou Carlos Drummond de Andrade. Promovido pela Universidade Federal de Ouro Preto (Ufop), o fórum tem como principal objetivo a valorização da identidade e diversidade da literatura dos países de língua portuguesa, promovendo shows, peças de teatro e outras atrações.

Arthur Müller conta como foi a experiência do grupo e a apresentação do “telefone drummondianno” aos participantes: “Não esperávamos que tantas pessoas se interessassem, até porque não conheciam muito bem o nosso trabalho. A repercussão foi excelente, encontramos um público que gostava de poesias e nosso projeto foi divulgado nacionalmente”.

Para saber um pouco mais sobre o trabalho realizado pela Drumonsters e conhecer como foi a experiência do “telefone drummondiano” em Itabira, acesse os links: https://www.facebook.com/equipederobotica.drumonsters

https://www.facebook.com/drumonsters/videos/1517369028348888/

Fonte: Secretaria de Comunicação da UNIFEI

Alunos da Unifei desenvolvem startup que investe em aquaponia para cultivo de orgânicos

25 Jan 2018
Uma matéria veiculada no site do Sistema Mineiro de Inovação (Simi), com o título “Startup de Itajubá investe em aquaponia para cultivo de orgânicos”, de 21 de dezembro de 2017, noticia que, recentemente, um grupo de alunos da Universidade Federal de Itajubá (Unifei) desenvolveu a startup Sane, que tem se empenhado em melhorar e disseminar a produção de orgânicos por meio da aquaponia.

Segundo a matéria, a demanda por produtos orgânicos, livres da ação de defensivos agrícolas, tem crescido nos últimos anos no Brasil e já movimenta, por exemplo, diversas feiras de produtos orgânicos pelo país. Em vista disso, a startup Sane resolveu, a partir do monitoramento e também do controle das propriedades da água, tornar mais eficiente a técnica da aquaponia, que consiste na combinação da aquicultura – criação de organismos aquáticos, como peixes e camarões – com a hidroponia – cultivo de plantas sem a utilização de solo, na qual as raízes ficam dentro da água.

A startup atua na instalação dos sistemas de aquaponia e trabalha no desenvolvimento de um hardware capaz de medir as propriedades químicas da água utilizada na criação dos peixes, informando ao produtor, em tempo real, como estão as condições do seu tanque de criação. “A medição das propriedades como pH, temperatura e concentração de íons é fundamental para a manutenção da vida dos peixes nos viveiros e de muita importância quando a água serve de solução hidropônica ou para irrigação de horta”, comentou o administrador da startup, Samuel Vilar Constantini, em entrevista ao site do Simi.

A divulgação informa que, basicamente, o sistema faz com que a água, carregada de nutrientes produzidos pelos peixes, seja absorvida pelas plantas que, em seguida, devolvem a água limpa para os peixes. O material veiculado também detalha que os principais gastos do sistema se resumem à alimentação dos animais e à energia utilizada no bombeamento da água, o que faz da técnica uma solução com grande apelo em sustentabilidade.

Samuel Constantini disse que o principal objetivo da Sane é fazer com que pessoas interessadas no consumo de orgânicos possam ter a própria produção em casa, utilizando a aquaponia. “Como não precisa de terra no cultivo das hortaliças, você pode produzir orgânicos até mesmo nos grandes centros urbanos. E tem o conveniente de poder criar peixes e cultivar hortaliças ao mesmo tempo”, explicou ele.

Segundo a publicação, atualmente, a startup estava trabalhando na prototipação da ferramenta e figura entre os semifinalistas da HackBrazil, uma iniciativa da “Brazil Conference at Harvard and MIT”, que busca makers, designers e empreendedores engajados em resolver problemas no país. O concurso levará as cinco melhores startups, em abril de 2018, para apresentar seus projetos nos Estados Unidos e concorrer ao prêmio de R$ 50 mil e produtos destinados ao desenvolvimento dos projetos.

O texto divulgado no site do Simi pode ser acompanhado em: http://www.simi.org.br/noticia/startup-de-itajubá-investe-em-aquaponia-para-cultivo-de-orgânicos.html

Sobre a startup

Em contato com a Secretaria de Comunicação (Secom) da Unifei, Samuel Vilar Constantini, que recentemente concluiu sua graduação em Engenharia Mecânica na Unifei, informou que a Sane existe desde o início de 2017, sendo composta ainda por Iuri Tiago Martins Ângelo, formado em Engenharia Elétrica, e pelos alunos da Unifei Ana Flávia Teixeira Matheus, Ariel Rennó Chaves, Rodrigo Rodrigues Candido Viana, Tomás Andrade de Cunha Dias e Walace Cunha Martins.

Segundo Samuel, a startup mantém dois projetos instalados de aquaponia de caráter educativo implementados em escolas de Itajubá e tem se destacado nas competições e programas de aceleração de que participa, ainda que estes programas não sejam pautados em sustentabilidade ou impacto social. “O caráter tecnológico desta solução caminha paralelamente ao advento da internet das coisas e ao surgimento de cidades inteligentes”, explicou o administrador da Sane.

Ele disse também que o interesse coletivo dos membros da startup é trazer um olhar técnico para a questão da sustentabilidade nas áreas de alimentação, moradia, energia e qualidade da água, dada a carência de um caráter formal às técnicas e projetos destas áreas.

Samuel lembrou que a Unifei possibilitou a consolidação deste ideal, por meio de uma formação extremamente técnica dos sócios, permitindo, assim, atender a necessidade referida. “Vale ressaltar a gama de possibilidades de parcerias que podemos estabelecer com a Unifei em técnicas sustentáveis, por intermédio de pesquisa e extensão. Estamos sempre à disposição para quaisquer assuntos com a Universidade”, concluiu ele.

Para saber mais sobre a startup Sane, acesse: https://www.facebook.com/SANE.Solucoes/


Fonte:Secretaria de Comunicação da UNIFEI