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Nota do Reitor sobre o furto de água na Unifei

27 Fev 2019
O FURTO DE ÁGUA DA UNIFEI

No final de dezembro de 2018, através de denúncia anônima, na Ouvidoria da Universidade Federal de Itajubá (Unifei), a Reitoria tomou conhecimento de que uma ligação clandestina na rede de água do campus sede havia sido instalada com o objetivo de furtar água da nossa Universidade. Segundo a denúncia, tal ligação abastecia a residência localizada na Avenida Paulo Carneiro Santiago, no 276, bairro Pinheirinho.
No dia 10 de janeiro, equipe de peritos da Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa), com o auxílio de servidores do nosso Departamento de Obras e Infraestrutura (Dobi), localizou a ligação no terreno da Unifei, em área adjacente ao referido endereço e interrompeu o fornecimento ilegal de água.
Como a ligação clandestina de água caracteriza crime de furto previsto no Código Penal, a Polícia Militar foi acionada para que fosse feito o Boletim de Ocorrência. Em decorrência, a Polícia Civil foi contatada e determinou que a equipe de peritos se dirigisse até a residência para localizar a ligação clandestina e constatar a fraude, no que foram acompanhados pela Procuradoria Federal e pela Polícia Militar. O resultado dessa operação foi ser o proprietário da residência, Sr. Wolney Wellington Pinto, autuado em flagrante. No início da noite, este mesmo foi liberado da prisão temporária a que estava submetido, mediante pagamento de fiança.
Vale destacar que, após a entrega do laudo pericial, o caso será remetido à Polícia Federal, já que o crime foi cometido contra órgão público federal. A investigação policial irá apurar o prejuízo causado à Unifei para que possa ser feita a cobrança, de tal forma que a nossa instituição seja devidamente ressarcida. Tal investigação permitirá, também, que a Justiça Federal estabeleça a penalização cabível.
Esses são os fatos até o momento, mas que merecem, todavia, sérias reflexões.
As aulas estão recomeçando e a Unifei vai, aos poucos, retomando sua rotina de prover educação e pesquisa de qualidade. Em sua postura incansável de buscar fazer o melhor com recursos cada vez mais parcos, a administração da Universidade não poderia se omitir quanto à divulgação pública de total indignação, objetivo dessa nota. Cabe também a observação de que é curioso como pessoas que se manifestam nas mídias sociais, colunas e mesmo em publicações locais, sempre se colocando como arautos da moral e da retidão alheias, sempre tão ávidas em denegrir a Universidade e seus dirigentes, tenham agora se acautelado, seja não mencionando essa triste e caricata situação, seja omitindo detalhes desse torpe episódio. Esse silêncio ensurdecedor transmite a mensagem de que, para alguns, a ética é discricionária, um mero conceito relativo.
Obviamente, nossa expectativa é de que a apuração e o julgamento não corroborarão, em absoluto, qualquer alegação de desconhecimento da ligação clandestina ou mesmo de sua não autorização, pois que não há como se esquivar da objetividade dos fatos. Afinal, o furto da água ocorreu porque alguém assim o determinou e dele se beneficiou seguidamente ao longo de um período, provavelmente, de muitos anos. Esse crime não ocorreu por acaso. Esse furto dependia de alguém intencionalmente abrir e fechar o registro clandestino para reincidentemente desviar a água que pertencia à Universidade. Segundo a denúncia e mediante constatação dos peritos, esse furto objetivava tão somente abastecer a piscina de uma residência de luxo em um bairro de classe média alta. Isso é uma vergonha! Perde a sociedade, pois que o prejuízo a ser estimado privou a Universidade do atendimento de parte de suas finalidades institucionais, uma vez que esses recursos poderiam ter sido integralmente carreados para as atividades educacionais de nossa centenária instituição.
Ora, a baixeza com que a coisa pública é tratada no Brasil não é prerrogativa tão somente da atuação nefasta de parte de nossos dirigentes, mas também de cidadãos que, encontrando oportunidades ou mesmo produzindo-as, delas se aproveitam para lesar os órgãos públicos. Lamentavelmente, tais condutas são algo que, como salientou Sérgio Buarque de Holanda em Raízes do Brasil, publicado em 1936, desvaloriza o trabalho e favorece aventureiros que desejam “prosperidade sem custo”, o que tem levado à constante apropriação do público pelo privado.
A universidade, especialmente a pública, representa o que há de mais nobre em uma instituição que visa ao bem comum. De fato, a educação é a forma mais efetiva, verdadeiramente sustentável, de garantir progresso material e justiça social, pois que permite mudanças positivas para a sociedade por meio do aprimoramento dos seus cidadãos. Lamentavelmente, essa nobreza não sensibiliza alguns, como se observa nesse lastimável episódio. De fato, nossa história tem sido generosa no registro das mais variadas formas de extorsão das instituições brasileiras. Tais registros corroboram a leitura míope e enviesada dos nefastos de que o estado brasileiro, por ser de todos, não pertence a ninguém e que, portanto, qualquer um pode dele lançar mão para atender seus interesses pessoais. Tal percepção é reforçada pela impunidade que lamentavelmente tem permitido que muitos dos criminosos que lesam o povo brasileiro não sejam devidamente responsabilizados. Nossa história recente é infelizmente farta em registrar fatos escabrosos como os dos Anões do Orçamento, Banestado, Mensalão e Petrolão, apenas para citar alguns dos muitos que prejudicam e envergonham nossa nação.
Que esse episódio nos permita refletir sobre nossa atuação como cidadãos no sentido de que: sejam algumas dezenas de milhares de reais apropriados no desvio de água de uma instituição educacional; sejam os bilhões que têm sido usurpados de nossas empresas públicas e fundos de pensão; sejam as ilicitudes praticadas nas garagens dos palácios governamentais nas altas horas da noite; sejam os museus que são carbonizados pelo descaso de nossos dirigentes ou sejam as barragens que ceifam vidas, esse país somente será de fato mais próspero e justo se as atitudes de cada um de nós assim o permitirem.


Professor Dagoberto Alves de Almeida
Reitor da Universidade Federal de Itajubá

Unifei é selecionada a participar do Programa de Doutorado Acadêmico para Inovação do CNPq

24 Fev 2019
A Universidade Federal de Itajubá (Unifei) foi uma das 38 instituições brasileiras selecionadas a participar do Programa de Doutorado Acadêmico para Inovação (DAI), promovido pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

A proposta, coordenada na Unifei pela pró-reitora adjunta de Pesquisa e Pós-Graduação, professora Vanessa Silveira Barreto Carvalho, tem como objetivo principal incentivar a interação com o setor empresarial, aumentando o potencial para inovação, a atualização curricular e o desenvolvimento de pesquisa avançada.

São objetivos específicos da proposta promover a formação de recursos humanos por meio do desenvolvimento de projetos de interesse do setor empresarial e contribuir para o aumento da capacidade competitiva das empresas através do desenvolvimento científico e tecnológico.

O DAI funciona como uma modalidade de ingresso nos cursos de doutorado acadêmico já existentes na Unifei, na qual o projeto de pesquisa é desenvolvido em colaboração entre a indústria e a universidade.

A parceria com as empresas que participaram do edital com a Unifei foi negociada pelo chefe de Gabinete da Reitoria, professor José Arnaldo Barra Montevechi, que também contribuiu na elaboração da proposta. São parceiras da Unifei na proposta a Advantech Brasil Ltda., a Datapool Eletrônica Ltda., a Balteau Produtos Elétricos Ltda. e a Mahle Metal Leve S/A.

O projeto, que deverá ser inicializado em agosto de 2019, contempla 10 bolsas de doutorado e envolve os programas de pós-graduação em Engenharia Elétrica, Engenharia Mecânica, Engenharia de Produção e Multicêntrico em Química de Minas Gerais.

Sobre o DAI

Para fortalecer a pesquisa, o empreendedorismo e a inovação nas instituições científicas, tecnológicas e de inovação (ICTs), o CNPq lançou, em julho de 2018, o Programa DAI, por meio de chamada de seleção de propostas. O objetivo foi fomentar a cooperação dessas instituições com empresas por meio do envolvimento de alunos de doutorado em projetos de interesse do setor empresarial. Com isso, o CNPq deve conceder, ao todo, 200 bolsas para as ICTs brasileiras.

O lançamento da Chamada no Diário Oficial da União (DOU) e na página do CNPq foi feito em 03 de julho passado; a submissão das propostas aconteceu de 13 de julho a 26 de outubro e seu julgamento foi realizado em novembro. A divulgação do resultado do julgamento foi feita em 03 de dezembro e a do resultado final, em 21 de janeiro de 2019. O início da vigência do Programa DAI está previsto para março deste ano.

Mais informações sobre o Programa DAI do CNPq podem ser consultadas em: http://www.cnpq.br/documents/10157/6234432/Minuta_Chamada_DAI_2018.pdf/a317977a-2432-4c9c-afe2-e924f82e9008

Aluno da Unifei promove conscientização e prevenção de impactos ambientais por meio de produtos ecológicos

21 Fev 2019
O aluno do curso de Ciências Biológicas da Universidade Federal de Itajubá (Unifei) Gabriel Willian Pereira chamou a atenção nas redes sociais ao produzir e revender produtos de baixo impacto ambiental. Nos últimos anos, diversas cidades do país implantaram projetos de leis relacionadas à prevenção de impactos no meio ambiente, com grande foco no uso dos canudos de plástico, por exemplo, já que muito do lixo produzido em plástico vai para os oceanos, prejudicando a natureza, principalmente os animais.

As iniciativas de Gabriel em favor do meio ambiente foram apresentadas em matéria veiculada recentemente pelo Portal G1, que pode ser acessada em: https://g1.globo.com/mg/sul-de-minas/noticia/2019/02/19/glitter-ecologico-e-o-fim-dos-canudinhos-iniciativas-querem-diminuir-uso-do-plastico-no-sul-de-mg.ghtml?fbclid=IwAR03je904EbYWZ8p5cZpBF6Z58p88OfVKI3wvBdynfUS7UxEMWdo3j_ChQU

Em contato com a Secretaria de Comunicação (Secom) da Unifei, Gabriel disse que passou a adotar um estilo de vida com menor produção de lixo depois que criou o blog Vida Zero, por meio do qual divulga assuntos sobre sustentabilidade e, principalmente, sobre o movimento contra o uso do plástico de forma desenfreada. “Estima-se que em 2050 haverá mais plástico do que peixes no oceano, e eu luto todos os dias para que esses dados não se concretizem. Quanto mais pessoas conhecerem o projeto, o movimento, e atuarem nele, evitando a produção de lixo e repensando o consumo, melhor será para o nosso planeta”, disse o aluno.

Gabriel viu a necessidade de contribuir com o meio ambiente, fazendo uso de produtos ecológicos, porém eles não eram vendidos ou encontrados em sua cidade, Paraisópolis - MG. O estudante, então, resolveu produzir os próprios produtos e substituiu sacolas plásticas por bolsas costuradas pela mãe. Com a ajuda do pai. O aluno da Unifei começou a produzir também canudos de bambu, porém a procura pelos canudos de inox fez com que ele os adquirisse para revenda.

Com a chegada do Carnaval, a procura pelo glitter ecológico também cresceu. O estudante investiu também na produção desse tipo de material, tendo como base o fato de que, no último ano, pesquisadores apontaram para os problemas causados pelo uso do glitter comum, considerado um microplástico que, ao ser tirado do rosto ou corpo, vai parar no mar, causando impacto direto nos oceanos e na vida animal.

Para o futuro, Gabriel pretende realizar mais projetos e, até mesmo, workshops na Universidade com o intuito de divulgar e atrair adeptos a movimentos que visam à preservação do meio ambiente. “Isso tudo só vai ser possível com um engajamento dos alunos com o movimento. Não são coisas que conseguirei fazer sozinho, e nem pretendo. É preciso ter união, precisamos do apoio dos estudantes e do corpo docente para que medidas assim surtam efeitos positivos e sirvam de exemplo para outras universidades. Com toda certeza, pretendo realizar projetos na Unifei, o que seria um grande sonho”, concluiu o estudante.

Mais informações sobre o projeto Vida Zero, do aluno Gabriel Willian Pereira, podem ser acessadas nos links:

https://www.vidazero.com.br/

https://www.instagram.com/vida_zero/

Finte: Secom - Unifei

Projeto aposta em bicicletas elétricas inteligentes para patrulhamento em Itajubá

19 Fev 2019
Por EPTV 1 — Itajubá, MG


Uma parceria entre a Guarda Municipal e uma empresa da Universidade Federal de Itajubá (Unifei) começou a testar o protótipo de bicicletas chamadas “inteligentes”. O objetivo das bicicletas elétricas, conhecidas como "bike patrulha", além de facilitar o patrulhamento, é fazer um mapeamento da cidade, com uso de câmeras e rastreadores.

O acordo de cooperação técnica com a Associação Itajubense de Inovação e Empreendedorismo e uma empresa incubadora quer introduzir tecnologias voltadas para IoT - Internet das Coisas. A ideia é implantar soluções aos sistemas e processos da prefeitura.

Todas as ruas por onde as bicicletas passarem entram em um banco de cadastros que vai direto para o controle da guarda. A bicicleta elétrica ainda tem um sistema de GPS, onde é possível acompanhar a localização em tempo real, inclusive por smartphone.

As bicicletas rodam até 70 quilômetros por dia. “Eles rodam na média de 35 e 40 quilômetros por dia. É uma bicicleta ambiental, não polui”, explicou o comandante Adilson José Souza Silva.

Além da mobilidade entre veículos, o objetivo da guarda é chegar a locais de difícil acesso, com a ajuda do motor elétrico. O projeto tem duração de três meses e até o momento tem duas bicicletas. A previsão da prefeitura é que pelo menos outras 10 bicicletas cheguem à Guarda Municipal.