Últimos AcontecimentosO que acontece em Itajubá e região !

Professora da Unifei participa de tradução de livro clássico sobre água subterrânea

26 Fev 2018
A professora Estefânia Fernandes dos Santos, do Instituto de Recursos Naturais (IRN) da Universidade Federal de Itajubá (Unifei), participou de um projeto de tradução do livro Groundwater, de R. Allan Freeze e John A. Cherry, o maior clássico de hidrogeologia mundial. A tradução foi realizada em crowd sourcing, um modelo de criação e/ou produção, que conta com a mão-de-obra e conhecimento coletivos, para desenvolver soluções e criar produtos.

Segundo Estefânia, que é professora assistente e coordenadora do Laboratório de Hidrogeologia (LHGEO) e do Estágio Supervisionado de Engenharia Hídrica, no IRN, o trabalho de tradução em mutirão contou com a participação de mais de 200 voluntários e o livro Água Subterrânea foi finalizado em pouco mais de dois meses. Publicado originalmente em 1979, o livro vendeu mais de 500 mil cópias em todo o mundo e é utilizado até hoje.

No site http://unan.unesp.br, Bruna Soldera, doutora em Geociências e Meio Ambiente e também participante do projeto de tradução, informou que o autor John A. Cherry havia entrado em contato com o professor Everton de Oliveira, orientador de doutorado e professor do Instituto de Geociências e Ciências Exatas (IGCE) da Universidade Estadual Paulista (Unesp) de Rio Claro - SP, para coordenar o projeto de tradução do livro para o português e para outras línguas, pois pretende-se traduzi-lo para francês, espanhol e mandarim, entre outros idiomas, e fazer uma divulgação nacional e internacional.

A tradução para a língua portuguesa foi a primeira a ser finalizada. Sua publicação é a origem de um grande projeto mundial de ensino de hidrogeologia de forma gratuita pela internet. O livro está dividido em 11 capítulos que tratam de assuntos específicos dessa área, como propriedades e princípios físicos e químicos da água subterrânea; água subterrânea e o ciclo hidrológico; evolução química das águas subterrâneas naturais; avaliação de recursos hídricos subterrâneos e contaminação de águas subterrâneas.

Segundo a professora Estefânia, mais de 80 novos capítulos seriam produzidos por um grupo composto por profissionais de destaque da área em nível mundial, liderados por John Cherry, além de vídeo-aulas e outros produtos. Todo o projeto conta com o patrocínio de empresas e tem apoio de várias instituições, como as associações brasileiras de Engenharia Sanitária e Ambiental (Abes); de Recursos Hídricos (ABRH), de Geologia de Engenharia e Ambiental (ABGE) e de Águas Subterrâneas (Abas) – Capítulo Brasileiro da International Association of Hydrogeologists (Associação Internacional de Hidrogeólogos) - IAH-BR, entre outras.

A versão em português está acessível para download gratuito no site http://www.aguassutentavel.org.br, do Instituto Água Sustentável, que foi criado em março de 2016 e promove o uso sustentável da água através do desenvolvimento de estudos, projetos e pesquisas e da realização de eventos científicos e educativos.

Mais detalhes sobre o livro podem ser obtidos com Bruna Soldera, pelo e-mail bruna@aguasustentavel.org.br ou pelos telefones (11) 4612-1124 e (11) 99661-5747.

A tradução realizada

Em contato com a Secretaria de Comunicação (Secom) da Unifei, a professora Estefânia revelou de que forma foi inserida nesse projeto de tradução do livro. “Eu fui contatada através de meu e-mail profissional por colegas de profissão da área de hidrogeologia para poder participar do grupo de tradutores no Brasil do livro Groundwater. O coordenador do projeto e dono da empresa Hidroplan, professor Everton de Oliveira, enviou o convite aos colegas de área e muitos responderam prontamente, incluindo a mim”, explicou Estefânia.

Segundo ela, o trabalho de tradução consistiu em grupos por capítulos, nos quais cada capítulo teve de 4 a 10 tradutores e um coordenador geral. “Durante duas semanas, trabalhamos em conjunto na tradução do texto, de figuras e na formatação, em arquivos on line para atualização constante. Também éramos encarregados de corrigir a parte do colega de forma a manter a tradução mais coesa e correlata. Eu escolhi participar do Capítulo 7 – Evolução química da água subterrânea natural (Chapter 7: Chemical Evolution of Natural Groundwater)”, detalhou a professora.

Estefânia explicou que muitas equações e fórmulas de hidrogeologia, que foram definidas por R. Allan Freeze e John A. Cherry, os autores da versão original, são utilizadas em aula, e que, agora, com acesso à versão portuguesa, os alunos terão mais facilidade e agilidade em realizar suas consultas acadêmicas. Ela acredita que, por tratar-se de um dos melhores textos de hidrogeologia de todos os tempos, e ainda pelo fato de seu acesso ser gratuito, deve haver uma grande utilização dessa bibliografia no meio acadêmico e na área profissional pelo Brasil todo.

A professora também disse que durante o Congresso Internacional de Meio Ambiente Subterrâneo (Cimas) 2017, realizado na capital paulista, foi feita a divulgação da tradução em português do livro Groundwater. “Assim, esperamos uma maior interação dos profissionais e da comunidade com o assunto das águas subterrâneas, devido à crise hídrica que estamos enfrentando na atualidade”, disse ela.

Estefânia concluiu, destacando como foi importante participar desse projeto: “A importância é maior ainda por ser a primeira tradução do livro nesse formato, e nosso método de trabalho deverá ser copiado e oferecido para outros países interessados em reproduzir esse exitoso experimento. Pessoalmente, foi de enorme experiência para minha vida acadêmica e profissional poder fazer parte desse trabalho que resultou em uma ferramenta potente na área de hidrogeologia no âmbito brasileiro”.



Fonte: Secretaria de Comunicação - UNIFEI

GOVERNO DE MINAS GERAIS PRORROGA INSCRIÇÕES PARA EDITAL DE FOMENTO AO ARTESANATO

23 Fev 2018
Nova iniciativa investe R$ 1,8 milhão no setor, reconhecendo-o como estratégico para o desenvolvimento do estado. Inscrições foram prorrogadas até 2/3.

O Governo de Minas Gerais, por meio da Companhia de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais (Codemig), prorrogou até 2 de março deste ano o prazo de inscrições do edital de fomento ao artesanato.

A iniciativa irá movimentar recursos e mão de obra na capital e no interior do estado. De acordo com estimativa realizada pelo Instituto Centro de Capacitação e Apoio ao Empreendedor (Centro Cape), os R$ 1,8 milhão disponibilizados pelo Edital irão beneficiar em média 720 artesãos, 80% deles em comunidades no interior de Minas Gerais. Perto de R$ 1,1 milhão serão injetados na indústria, para a compra de insumos, gerando 1.440 empregos indiretos.

Para cada artesão beneficiado, a expectativa é que dois outros trabalhadores sejam beneficiados indiretamente. Os interessados devem ler o edital, disponível no site da Codemig, e enviar suas propostas à Empresa até o dia 2 de março de 2018.

Anunciado pelo governador Fernando Pimentel na abertura da 28ª Feira Nacional de Artesanato, em dezembro passado, o edital de fomento ao artesanato tem por objetivo estimular o segmento, reconhecendo-o como estratégico para o desenvolvimento econômico sustentável de Minas Gerais e promovendo o fortalecimento das entidades e profissionais da atividade.

Com ações voltadas às associações e cooperativas de artesãos, o Governo do Estado e a Codemig buscam minimizar a informalidade do setor, capacitar e qualificar os artesãos e fomentar canais de comercialização. Dessa forma, o artesanato mineiro torna-se mais competitivo em nível nacional e mais reconhecido internacionalmente, consolidando-se como um meio de desenvolvimento econômico, social e cultural em Minas Gerais.

Serão selecionadas pelo menos 18 entidades, buscando contemplar os 17 territórios de desenvolvimento do Estado. Cada selecionado receberá no máximo R$ 100 mil, a serem destinados à compra de matéria-prima e ferramentas e ao custeio de capacitações profissionais.

Investindo em importantes instituições do artesanato, a Codemig contribui para a promoção desse ofício, nas suas mais nobres e diversificadas tipologias, e oferece, de maneira organizada e permanente, uma proposta de convergência para as diversas manifestações artísticas do setor em Minas Gerais.

Podem se inscrever associações e cooperativas que atuem em uma ou mais das seguintes categorias: Cerâmica; Madeira; Pedras e Gemas; Fio e tecidos; Fibras vegetais; Couros e Peles; Metais; Vidro; Sementes e raízes; e Papel e papelão.

Programa +Artesanato: identidade cultural e desenvolvimento econômico

O Governo do Estado de Minas Gerais, por meio da Política Estadual de Desenvolvimento do Artesanato Mineiro – Programa +Artesanato –, tem por objetivo a valorização do segmento.

As ações do programa fundamentam-se nos princípios da sustentabilidade socioeconômica e ambiental, da valorização do território como reconhecimento da singularidade e da autenticidade da produção artesanal local, bem como da preservação da tradição artesanal, da identidade local e do senso de comunidade.

Entre as iniciativas vinculadas ao +Artesanato e coordenadas pela Codemig estão a criação e a implementação da Vila do Artesanato em Araxá, espaço voltado para divulgação, exposição e comercialização de produtos artesanais.

O artesanato brasileiro é conhecido em todo o mundo por sua criatividade. Esse rico conjunto de produtos, desenhos e tons surgiu da herança dos povos que por aqui passaram e constituem a cultura brasileira. Saber identificar e estimular a identidade cultural de cada região, por meio do artesanato, é de fundamental importância para a cultura e o artesanato em si. Identificar cada cultura através de traços, cores e texturas características agrega valor ao ornamento, seleciona o público para o qual será vendido e aumenta as chances de apreciação por parte do consumidor.

Fonte: Agência Minas Gerais | Foto: reprodução


Uai!rrior ganha prêmio com Robô Mais Ofensivo em competição na China

20 Fev 2018

Foto:
Yohan Massaru Taira, Guilherme Estreano, Bruno Felipe Guimarães e Vinícius Ribeiro, integrantes da Uai!rrior, que participaram da competição na China.



A equipe Uai!rrior, um dos Projetos Acadêmicos de Competição Tecnológica da Universidade Federal de Itajubá (Unifei), participou recentemente de mais um evento de combate entre robôs, a Fighting My Bots World Cup, que foi sediada em Sanya, na China.

Em agosto de 2017, a equipe da Unifei tinha participado, também na China, de uma etapa classificatória, na qual o robô General, da categoria Middleweight (54,5 Kg), foi campeão. No último final de semana de janeiro deste ano, a Uai!rrior voltou à China para defender o título mundial.

Durante o evento, o robô Groze venceu sua primeira luta, porém foi derrotado posteriormente. Como as eliminações da competição eram simples, o robô General perdeu em sua primeira luta, por decisão dos juízes. Apesar de a equipe não ter conseguido nenhum pódio, o General recebeu o prêmio de Robô Mais Ofensivo, da Fighting My Bots (FMB), em uma premiação especial que ocorreu no evento.

Apesar dos resultados, a equipe agradeceu aos patrocinadores pelo apoio recebido, a todos os que a acompanham com sua torcida e à equipe ThundeRatz, da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP), que deu suporte à Uai!rrior nessa viagem para a China. “Finalizamos, então, esta competição com muito aprendizado e com muita garra para as próximas competições do ano! Continuem nos acompanhando e torcendo!”, manifestaram-se os membros da equipe da Unifei em sua página no Facebook.

Antes da competição na China, a Uai!rrior fez uma retrospectiva de suas atividades nos últimos anos em sua página no Facebook. Em suas divulgações, a equipe informa, por exemplo, que apesar de não ter ganhado títulos em 2016, o ano de 2017 veio para ser, até então, o melhor da história do robô campeão, General.

Mais detalhes sobre a viagem da equipe à China e sobre sua participação na Fighting My Bots World Cup podem ser obtidas em sua página no Facebook: https://www.facebook.com/uairrior/. E para rever a matéria sobre a participação da Uai!rrior na competição de agosto de 2017 também na China, acesse: https://unifei.edu.br/blog/equipe-uairrior-da-unifei-e-campea-em-mundial-de-robotica-na-china/.

Fonte: Secretaria de Comunicação - UNIFEI