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Brasileiro em fuga da guerra na Ucrânia relata ter sido expulso de trens por autoridades: Muito tenso ficar aqui

28 Fev 2022

Por Lucas Soares e Lara Silva, g1 Sul de Minas

28/02/2022

Os três brasileiros que estão abrigados em um bunker de um hotel no Centro de Kiev, na Ucrânia, à espera de resgate, relataram terem sido expulsos nesta segunda-feira (28) de trens por autoridades ucranianas. Eles tentaram sair da cidade para fugir da guerra, mas não conseguiram e tiveram que retornar ao abrigo. Mais cedo, nas redes sociais, o engenheiro mineiro David Abu-Gharbil filmou uma estação de Kiev cheia de pessoas.

Tentamos todas as direções possíveis, todos os trens que apareceram, quatro, cinco trens, o que aparecesse a gente estava entrando, todas as direções para ficar longe de Kiev. Infelizmente estavam lotados. Você precisa ter uma passagem e eles dão preferência para ucranianos quando é gratuito. Então a gente não entrava por ser estrangeiro, disse o engenheiro mineiro.
David relata que ele e os amigos, os jogadores de futsal Jonatan Bruno Santiago, de 30 anos, de Santa Catarina e Matheus Ramires, do Rio Grande do Sul, tentaram embarcar em um dos trens após pagarem o maquinista, mas foram expulsos pouco depois.

Tentamos dar um jeitinho brasileiro, a gente ia na frente com o maquinista. Mas quando nós subimos lá, chegou o chefe do maquinista e tirou a gente à força. Me empurraram lá de cima, eu bati o peito, fiquei sem ar. Uma tensão total, tudo escuro, soldados falando pra ir embora, contou.

David contou no vídeo que ele e os amigos vão tentar sair do país pelos trens mais uma vez nesta terça-feira (1º), mas que na dúvida, já compraram passagens para embarcarem na próxima quarta (2).

Conseguimos comprar uma passagem, compramos quatro. Tudo lotado, a gente vai com passagem, é o que tinha. Vamos para Ivana Frankivsk [cidade localizada no oeste da Ucrânia]. É muito tenso ficar aqui, o que a gente passou hoje, indo e voltando na rua, supermercados lotados, tudo foi tenso, completou.

Informações erradas e sem trem
O plano A dos brasileiros era fugir em sentido à Romênia, mas, segundo David, a embaixada brasileira repassou informações erradas.

A embaixada falou que iria ajudar, e não ajudou em nada. Só falou pra gente ir até os trens. Até agora o metrô está fechado. Eles deram a informação de que estava aberta e não está, então quem estiver longe e tiver que ir para o metrô não vá, porque não está aberto, disse David em suas redes sociais.
A estação citada pelo David é a Universytet, no Centro de Kiev. Ele contou que a linha vermelha do trem estava fechada quando chegaram até o metrô.

O plano era que eles saíssem do hotel após o toque de recolher, que vai até às 8h (3h de Brasília) e pegassem um trem que iria para Chernivtsi, cidade no oeste do país, a 535 km da capital ucraniana, nas proximidades das fronteiras com a Romênia e a Moldávia.

A embaixada brasileira não ajuda nada. Falam uma notícia, fazem você ir até o local e você tem que se virar do mesmo jeito. Não tem trem de embaixada! São todos os trens para todos, quem chegar primeiro, por ordem de prioridade. Você tem que dar sorte de entrar.
O Itamaraty enviou nota dizendo que presta toda a assistência cabível aos nacionais brasileiros naquele país, sem comentar sobre a reclamação.

Atletas mineiros relatam situação na Ucrânia: Noite mais triste da vida

27 Fev 2022
Jogadores fizeram caminhada de quase 60KM entre Lviv e o território polonês, mas foram barrados por militares.

Redação do jornal Estado de Minas
27/02/2022 10:46




Dois atletas mineiros estão perto da fronteira da Ucrânia com a Polônia, mas não conseguem deixar o país do leste europeu em guerra com a Rússia. Jogadores do Zorya, o atacante Guilherme Smith, de Juiz de Fora, e o meia Juninho, de Santana de Cataguases, narraram nas redes sociais uma caminhada de quase 60KM entre Lviv e o território polonês, mas foram barrados por militares.

Juninho ainda está acompanhado da mulher, Vitória Guimarães, e do filho Benjamin. Outro jogador brasileiro também está com eles, o gaúcho Cristian Fagundes.

A gente chegou até a última cidade para passar para a fronteira, tem militar para todo lado, os meninos tentaram falar que eram brasileiros, eles empurraram, eu tentei e eles empurraram, a gente está num posto, sem coberta, a gente não tem como voltar para trás (começou a chorar)", disse Vitória Guimarães.

O grupo ficou por algum tempo no chão perto da fronteira entre os países e acendeu uma fogueira para esquentar em volta. Lviv tem temperatura de 4 graus durante o dia, com sensação térmica negativa. "Fizemos uma fogueira com um pessoal que estava aqui e procuramos nos esquentar", disse Juninho.
Guilherme Smith desabafou nas redes sociais: "Esta noite foi a mais triste da minha vida e com certeza a pior. A divisa da Ucrânia com a Polônia não é nada do que falaram. Andamos 60 km para chegar lá, quando chegamos fomos tratados como lixo, ficamos na rua, quase congelamos. Não sabemos mais o que fazer nesta situação".

Depois de momentos de desespero, eles voltaram para Lviv com uma carona. "A gente optou por voltar e estamos no hotel que a embaixada arrumou, hotel está lotado e estamos aguardando para saber se vão conseguir colocar a gente em algum quarto por aqui", disse Juninho.

Rússia diz que destruiu 74 instalações militares ucranianas, sendo 11 aeródromos

25 Fev 2022
Porta-voz russo disse que foram destruídos três postos de comando, uma base naval e 18 estações de radar dos sistemas de defesa antimísseis
Por AFP - Jornal O Tempo - 24/02/22

O Exército russo disse nesta quinta-feira (24) que destruiu 74 instalações militares na Ucrânia, incluindo 11 aeródromos, como parte da invasão ordenada por Moscou esta madrugada.

"Após os ataques aéreos das Forças Armadas russas, 74 instalações militares terrestres foram retiradas de serviço. Isso inclui 11 aeródromos da Força Aérea", disse o porta-voz do ministério da Defesa russo, o general Igor Konashenkov, na televisão.

Ele também anunciou a destruição de "três postos de comando, uma base naval ucraniana e 18 estações de radar dos sistemas de defesa antimísseis ucranianos S-300 e Buk-M1", bem como um "helicóptero de ataque" e "quatro drones Bayraktar TB-2" de fabricação turca.

Konachenko também disse que um caça russo Su-25 caiu "como resultado de um erro do piloto", que conseguiu se ejetar e está "seguro e em sua unidade militar".

Ele assegurou que o ministro da Defesa, Serguei Shoigu, ordenou que o Exército russo "trate com respeito" os soldados ucranianos.

Segundo ele, os separatistas pró-Rússia na ofensiva contra o Exército ucraniano no leste e sob a cobertura de bombardeios russos "avançou 7 quilômetros" em seu ataque.

Estas alegações não são possíveis de verificar de forma independente por enquanto.