21/01/2026

Liderança feminina ganha espaço estratégico em fórum na Suíça


Executivas e empresárias brasileiras ocupam agendas estratégicas no Fórum Econômico Mundial e levam a visão dos mercados emergentes.

Todos os anos, em janeiro, uma pequena cidade nos Alpes suíços se transforma no epicentro das decisões globais. Em Davos, líderes políticos, executivos das maiores corporações do planeta e representantes do sistema financeiro internacional discutem caminhos para a economia, o clima, a tecnologia e a sociedade. Mas, historicamente, quem senta à mesa nem sempre representa quem vive os efeitos dessas decisões.

Em 2026, esse cenário começou a mudar de forma concreta.

Pela primeira vez na história, uma delegação latino-americana formada exclusivamente por mulheres líderes participa de uma agenda estruturada de debates paralelos ao Fórum Econômico Mundial, levando ao centro das discussões globais temas como liderança feminina, sustentabilidade, acesso a capital e economias emergentes, pautas que costumam ficar à margem do debate principal.

A iniciativa é liderada pela Plataforma Mulheres Inspiradoras, em parceria com o Banco da Amazônia, e marca um movimento que vai além da representatividade simbólica: trata-se de ocupação estratégica de espaços onde decisões globais são influenciadas.

Presença é histórica
Segundo dados do próprio Fórum Econômico Mundial, menos de 30% dos participantes em painéis de alto nível são mulheres, e a presença de lideranças da América Latina segue desproporcional quando comparada à Europa e à América do Norte.

Isso significa que regiões com realidades complexas como desigualdade social, biodiversidade estratégica e mercados emergentes raramente pautam as decisões globais a partir de quem vive esses contextos.

É nesse ponto que a delegação brasileira e latino-americana rompe um ciclo histórico.

Em vez de apenas assistir os debates, o grupo promove painéis próprios, reuniões estratégicas e encontros com líderes globais, conectando a realidade da América Latina às agendas que moldam o futuro da economia mundial.

Para Geovana Quadros, fundadora da Plataforma Mulheres Inspiradoras, a presença em Davos é uma resposta direta a esse desequilíbrio.

Debate global
A parceria com o Banco da Amazônia não é apenas institucional, ela carrega um peso simbólico e estratégico. Em um fórum que discute transição energética, clima e sustentabilidade, levar a Amazônia para o centro do debate é levar uma das maiores chaves do futuro do planeta.

A instituição financeira atua há décadas no fomento ao desenvolvimento sustentável da região amazônica e vem ampliando a atuação em finanças verdes, bioeconomia, inclusão produtiva e apoio a mulheres empreendedoras.

Para Ruth Helena Lima, executiva do Banco da Amazônia, a presença em Davos conecta territórios que raramente dialogam diretamente com o sistema financeiro global. “Participar dessa agenda global é uma forma de conectar a Amazônia, o Brasil e as mulheres líderes aos debates internacionais sobre desenvolvimento sustentável e impacto real.”

Em outras palavras, a floresta deixa de ser apenas um tema abstrato e passa a ser representada por quem atua diretamente no desenvolvimento.

Economia real
A delegação reúne executivas, empresárias e lideranças brasileiras em posições estratégicas, com vivência prática em setores como tecnologia, finanças, impacto social e sustentabilidade. Essa experiência concreta é o que diferencia o grupo dentro de Davos.

Enquanto muitos debates globais ainda permanecem no campo conceitual, a missão feminina latino-americana leva à mesa casos reais, desafios estruturais e soluções testadas em mercados emergentes, onde inovação e sobrevivência caminham juntas.

Entre os encontros de pauta promovidos pela delegação, estão painéis e reuniões com representantes de instituições como Bloomberg, BRICS CCI Índia e outros setores do Fórum Econômico Mundial.

A Plataforma Mulheres Inspiradoras, que atua há mais de dez anos conectando mulheres em posições de decisão, já é parceira de organizações como ONU Mulheres e BRICS CCI, e utiliza Davos como mais um ponto de articulação internacional.

A diferença, agora, é que essas articulações deixam de ser periféricas e passam a dialogar diretamente com os centros de poder global.

Além de Davos
A participação da delegação latino-americana em 2026 não termina quando o Fórum acaba. O objetivo é transformar essas conexões em ações concretas no Brasil e na América Latina, traduzindo debates globais em políticas, investimentos e projetos reais.

Em um mundo que enfrenta crises climáticas, desigualdade econômica e transformações aceleradas no mercado de trabalho, quem ocupa os espaços de decisão define não apenas estratégias, mas destinos.

E, desta vez, mulheres latino-americanas não estão apenas assistindo o futuro ser discutido — estão ajudando a escrevê-lo.

Fonte: Metrópoles

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