Com 99,65% das urnas apuradas, candidato de direita apoiado por Trump obteve 49,65% dos votos, superando o esquerdista Iván Cepeda
Por Alice Groth - Metrópoles
Levantamento de boca de urna indica que Abelardo de la Espriella, candidato de direita, venceu as eleições presidenciais na Colômbia. O país foi às urnas neste domingo (21/6), em um cenário de forte polarização. Com 99,65% das urnas apuradas, Espriella obteve 49,65% dos votos, superando Iván Cepeda, candidato de esquerda e aliado do presidente Gustavo Petro, que teve 48,70%.
O resultado divulgado neste domingo pelo Registro Nacional, porém, é preliminar. Ao longo da semana, juízes eleitorais ratificam a votação em uma contagem oficial, que determinará o resultado da eleição. Historicamente, essa checagem nunca foi diferente do resultado da pré-contagem dos votos.
No primeiro turno, Espriella obteve 43,78% dos votos (10.366.143), enquanto Cepeda conquistou 40,98% (9.703.921), em uma votação que contou com participação de 57% dos eleitores, já que na Colômbia o voto não é obrigatório. No segundo turno, 62,51% dos aptos a votar participaram do processo eleitoral.
A vitória de Espriella sinaliza uma guinada à direita no país. Ele conta com apoio público do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que busca ampliar a influência de governos alinhados na América Latina.
Advogado de 47 anos, Abelardo de la Espriella é filiado ao movimento Defensores da Pátria e ganhou notoriedade com propostas duras na área de segurança pública. Ele se inspira em líderes como o presidente da Argentina, Javier Milei, e o de El Salvador, Nayib Bukele, defendendo a redução do tamanho do Estado e uma postura mais rígida no combate à violência.
Entre as propostas, estão a construção de megaprisões nos moldes das adotadas em El Salvador, o endurecimento de penas, o fim da política de “paz total” de Gustavo Petro e a intensificação de operações militares contra grupos armados.
Apelidado de “El Tigre”, Espriella nunca ocupou cargo eletivo e se apresenta como um “outsider”, distante da classe política tradicional. Ele deve tomar posse em 7 de agosto de 2026.










