Profissional apresentou laudo adulterado durante processo seletivo para atuar como médica temporária na Força Aérea Brasileira
A Justiça Militar da União condenou, na última sexta-feira (7), uma médica a um ano de reclusão, em regime inicial aberto, pelo uso de documento falso. A profissional apresentou um exame ginecológico adulterado durante o processo seletivo para ingressar como oficial médica temporária na Força Aérea Brasileira (FAB).
Segundo a decisão do juiz Vitor de Luca, a médica Teresa Salamone participava da seleção para uma vaga no Hospital da Força Aérea de São Paulo (HFASP). Durante a etapa de avaliação de saúde, em agosto de 2024, ela precisou apresentar o exame preventivo Papanicolau.
O resultado original apontava “Classe III”, classificação considerada incompatível com o serviço militar de acordo com as normas da Aeronáutica. Posteriormente, porém, foi apresentado à junta médica um documento indicando resultado “Classe II”, considerado dentro da normalidade.
Com o novo resultado, a candidata foi considerada apta para assumir a vaga.
A fraude veio à tona meses depois, após uma denúncia anônima encaminhada à Ouvidoria da Aeronáutica, em fevereiro de 2025. O hospital militar entrou em contato com o laboratório responsável pelo exame, que confirmou divergências entre o documento apresentado e o resultado original.
Uma perícia realizada pelo Instituto de Criminalística apontou que o laudo falsificado reproduzia as informações e até a diagramação de um exame anterior da médica, realizado em 2020. A data original teria sido alterada no cabeçalho para 30 de agosto de 2024.
Durante o processo, Teresa negou ter adulterado o documento.
Ao final, a Justiça Militar considerou comprovado o uso do exame falso e determinou a condenação da médica a um ano de reclusão, em regime inicial aberto.










