A Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal (ADPF) pediu neste sábado (5) que o procurador-geral da República, Paulo Gonet, se declare impedido de atuar na apuração relacionada à elaboração de um relatório da Polícia Federal no âmbito da Operação Compliance Zero, que envolve o Banco Master.
Segundo a entidade, Gonet deveria se declarar impedido porque seu nome aparece no próprio relatório que está sendo analisado pela Procuradoria-Geral da República (PGR).
A ADPF cita o artigo 258 do Código de Processo Penal, que estende aos integrantes do Ministério Público as regras de impedimento e suspeição aplicadas aos magistrados.
Em nota, a associação também questionou o fato de a apuração instaurada pela PGR ter como foco a atuação dos policiais responsáveis pela elaboração do relatório, e não a decisão judicial que determinou sua produção.
A entidade classificou a medida como potencialmente intimidatória para os investigadores e defendeu o arquivamento do procedimento. A ADPF também pediu que os fatos revelados no âmbito da Operação Compliance Zero sejam apurados integralmente, sem seletividade quanto às autoridades envolvidas.
A manifestação ocorre após a PGR informar ao Supremo Tribunal Federal (STF) que abriu uma apuração sobre possível interferência externa na elaboração do relatório da PF. O documento, produzido a partir de material apreendido na operação, menciona, entre outros nomes, o ministro Alexandre de Moraes, o empresário Daniel Vorcaro e o próprio Paulo Gonet.










