A Justiça da Comarca de Cristina absolveu Ana Paula Torres Santos, presidente eleita da Câmara Municipal de Maria da Fé e primeira-dama do município, das acusações de suposta coação no curso do processo e peculato.
Segundo informações da defesa, representada pelo Escritório de Advocacia Dr. Tiago Magalhães, a sentença considerou insuficientes as provas apresentadas para sustentar as acusações. A decisão também teria apontado que parte dos elementos utilizados no processo era baseada em relatos indiretos, conhecidos como depoimentos de “ouvir dizer”.
Com a absolvição, foram encerradas as medidas cautelares anteriormente impostas à vereadora, incluindo as restrições relacionadas ao exercício de suas funções. A decisão determina ainda o encaminhamento de ofício à Câmara Municipal para o restabelecimento de seus direitos e atividades parlamentares.
Ana Paula havia sido presa e afastada de suas funções durante o andamento das investigações. Com a decisão judicial, passa a retomar suas atividades à frente do Legislativo municipal.
Defesa se manifesta
O advogado Dr. Tiago Magalhães, responsável pela defesa da vereadora, comemorou a decisão e afirmou que a sentença representa o reconhecimento da ausência de provas suficientes contra sua cliente.
Ainda segundo a defesa, Ana Paula sempre exerceu o mandato com independência e atuação voltada à fiscalização dos serviços públicos e à defesa dos interesses da população de Maria da Fé.
O advogado destacou também que a vereadora foi a mais votada do município em duas eleições consecutivas. Para a defesa, o resultado demonstra o respaldo popular conquistado por Ana Paula ao longo de sua trajetória política.
A defesa sustenta, ainda, que o processo esteve inserido em um contexto de disputas políticas relacionadas à postura da vereadora na cobrança por melhorias, transparência e responsabilidade na administração pública municipal.
Com a revogação das medidas cautelares, Ana Paula Torres Santos retoma o exercício de suas funções no Legislativo de Maria da Fé.
Observação: As informações sobre a decisão foram apresentadas pela defesa de Ana Paula. A matéria original informa que não teve acesso à íntegra da sentença. O espaço permanece aberto para manifestação do Ministério Público e dos demais envolvidos no processo.










