Em Três Pontas, no Sul de Minas, Paulo Sérgio de Souza Rodrigues e Regina Helena Sierra Rodrigues transformaram uma propriedade rural, inicialmente criada para reunir familiares e amigos, em espaço de produção, turismo e boas histórias. Foi ali, entre canaviais, uma pequena igreja e o alambique, que nasceu a Cachaça Divina Cana.
A marca foi lançada em agosto de 2022, depois de anos de aprendizado e aprimoramento da produção.
A história começou ainda em 1999, quando o casal deixou Franca (SP) e se mudou para Três Pontas. Em 2010, compraram a propriedade rural para ter um lugar de descanso e receber familiares e amigos.
A produção de cachaça surgiu após a morte do pai de Paulo, em 2015. Químico de formação, ele se lembrou da paixão do pai pelos alambiques e decidiu conhecer melhor aquele universo. Começou de forma pequena, aprendeu na prática e, com o tempo, percebeu que poderia transformar o prazer em um negócio.
A Divina Cana hoje utiliza cerca de 4,5 hectares de cana cultivada na própria propriedade. A produção envolve cuidados desde a escolha das variedades até a fermentação, destilação e armazenamento. As cachaças permanecem por pelo menos dois anos em barris de madeiras como jequitibá, castanheira e diferentes tipos de carvalho.
O cuidado com cada etapa trouxe reconhecimento. Em 2024, a Divina Cana Febo conquistou Medalha de Prata no Spirits Selection do Concours Mondial de Bruxelles e Medalha de Bronze no 1º Concurso de Cachaças de Alambique e Aguardentes de Cana Mineiras, realizado pela Emater-MG.
O grande destaque veio com a Divina Cana Júpiter, vencedora da categoria “Cachaça de Alambique Envelhecida Extra Premium” no mesmo concurso, que reuniu mais de 220 cachaças inscritas.
Os rótulos também contam histórias. Netuno, Febo, Júpiter, Vulcano, Minerva e Mercúrio são inspirados na mitologia e ganharam identidade própria. A marca também criou edições especiais ligadas à história de Três Pontas, como a Divina 165, produzida para celebrar os 165 anos do município, e a Divina 168, lançada em 2026 e inspirada no café e nas mulheres produtoras do município.
Outro diferencial é a experiência turística. Durante as visitas, Paulo apresenta o alambique e explica as etapas da produção, enquanto Regina conduz uma degustação harmonizada com produtos artesanais preparados por ela.
Desde 2023, o Sebrae Minas atua junto à empresa em ações voltadas ao turismo e aos negócios. A Divina Cana também passou a integrar a Rota Turística dos Cafés do Sul de Minas.
Assim, o que começou como um espaço para reunir a família ganhou novos caminhos, unindo memória afetiva, tradição, conhecimento, hospitalidade e o sabor de Minas Gerais.
Conheça mais sobre a Cachaça Divina Cana em @divinacana.










