17/05/2026

Morre policial baleado em helicóptero durante operação no Rio


Felipe estava internado desde o dia em que foi atingido por um tiro de fuzil na cabeça

Por Mirelle Pinheiro - Metrópoles

Morreu neste domingo (17/5) o policial civil Felipe Marques Monteiro, copiloto do helicóptero da Polícia Civil do Rio de Janeiro baleado durante uma operação na Vila Aliança, em Bangu, Zona Oeste da capital fluminense, em março de 2025.

A morte foi confirmada pela família nas redes sociais do agente. Em uma publicação de despedida, parentes descreveram Felipe como “um guerreiro do início ao fim”.

“Hoje nos despedimos com dor, mas também com gratidão por toda força, amor e exemplo que deixou em nossas vidas. Seu legado jamais será esquecido”, escreveu a família.

Felipe estava internado desde o dia em que foi atingido por um tiro de fuzil na cabeça enquanto atuava em uma aeronave da Polícia Civil que dava apoio à Operação Torniquete.

A ação ocorreu em 20 de março de 2025 e tinha como alvo uma quadrilha especializada em roubos de vans na Zona Oeste do Rio. Segundo as investigações, o grupo criminoso causou prejuízo superior a R$ 5 milhões ao setor de transporte turístico apenas em 2024.

Durante o sobrevoo na Vila Aliança, criminosos abriram fogo contra o helicóptero do Serviço Aeropolicial da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core). Felipe foi atingido na região da testa. O disparo perfurou o crânio do policial.

Socorrido em estado gravíssimo, ele foi levado inicialmente para o Hospital Municipal Miguel Couto, no Leblon, e posteriormente transferido para o Hospital São Lucas Copacabana.

Ao longo da internação, o policial passou por uma sequência de procedimentos complexos e ficou meses sob cuidados intensivos.

Segundo médicos responsáveis pelo tratamento, Felipe permaneceu em coma por um longo período, foi submetido a diversas neurocirurgias e enfrentou graves comprometimentos na região craniana provocados pelo tiro.
Em 2025, ele passou por pelo menos três cirurgias de alta complexidade. A primeira ocorreu logo após o ataque. Depois, precisou de um procedimento para tratar um pseudoaneurisma e, posteriormente, passou pela implantação de uma prótese craniana para reconstrução dos ossos atingidos.

Após cerca de nove meses internado, Felipe chegou a receber alta hospitalar em dezembro do ano passado para iniciar um processo de reabilitação.

Na época, o médico Renato Ribeiro afirmou que o policial iniciaria uma nova etapa de recuperação após uma longa luta pela vida.

Nos últimos meses, porém, o quadro clínico voltou a se agravar.

Segundo relatos da esposa do policial, Felipe desenvolveu uma infecção após complicações relacionadas à cirurgia de prótese craniana realizada em abril deste ano.

Ele precisou passar novamente por procedimentos para retirada de hematomas, controle de sangramentos e implantação de dreno cerebral.

Dias antes da morte, familiares afirmaram que o estado de saúde era considerado grave e que o policial vinha recebendo medicações mais fortes para tentar conter a infecção.
Um suspeito de participar do ataque contra a aeronave chegou a ser preso em maio. Outros envolvidos seguem foragidos.

A morte de Felipe gerou forte comoção entre colegas da Polícia Civil e integrantes das forças de segurança do Rio de Janeiro, que acompanharam durante meses a luta do policial pela recuperação.


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