Foto: José Martins Diogo de Siqueira Filho e Marciane Oliveira produtores do azeite Alto das Oliveiras.
Minas Gerais foi o grande destaque no Prêmio CNA Brasil Artesanal 2026, evento realizado pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) em Brasília, que laureou os melhores produtores de azeites, cachaças de alambique e doces de leite do país. Das seis categorias, cinco tiveram produtos mineiros entre os vencedores.
Dois azeites de cidades do Sul de Minas venceram o Prêmio Brasil Artesanal, na modalidade azeite de oliva. O concurso recebeu 85 amostras e selecionou os cinco melhores em cada categoria, em uma avaliação que contou com júris técnico e popular e considerou a história do produto. A categoria Varietal foi conquistada pelo azeite Alto das Oliveiras, de Delfim Moreira, enquanto a Blend teve como vencedor o Mantikir, extraído em Maria da Fé.
Assinado pelo casal José Martins Diogo de Siqueira Filho e Marciane Oliveira, o azeite Alto das Oliveiras foi produzido com azeitonas da cultivar Grappolo 541, melhorada e registrada pela Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig).
“Em 2021, conseguimos a certificação como orgânico. Estamos na quinta safra e aprendendo na prática”, explicou o produtor José Martins, que possui um olival de três hectares, regido por práticas biodinâmicas, baseadas em ciclos naturais e autossustentabilidade.
Por se tratar de uma produção pequena, o olivicultor optou por produzir blends. Em 2026, o desenvolvimento precoce da cultivar Grappolo 541 permitiu produzir o azeite monovarietal premiado. “Tinha ciência de que nosso azeite é bom, mas conquistar esse prêmio logo no primeiro concurso foi algo inesperado. A sensação é de satisfação e de responsabilidade para manter o padrão”.
Na categoria de doces pastosos, o primeiro lugar ficou com o Doce Dona Marlene, produzido em Nova União, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Já entre os doces em barra, a primeira colocação ficou com o Alferes do Tacho, de São João del-Rei, no Campo das Vertentes.
Entre as bebidas, a Cachaça Durvalina, de Igarapé, na Grande BH, foi a vencedora entre as cachaças brancas. Minas só não foi campeã na categoria de cachaça amarela, que ficou com a Cachaça Cana da Terra Extra Premium, de Alexânia, em Goiás.
Ao todo, o prêmio recebeu 170 amostras de cachaças de alambique, 115 de doces de leite e 85 de azeites de todo o país. Na cerimônia, foram premiados 30 produtores de seis estados. Além da CNA, várias entidades apoiaram a premiação, como a Epamig, o Sebrae Nacional e a Universidade Federal de Viçosa (UFV).
Por Redação - O Tempo










