04/03/2026

Caso Master: após ser preso pela PF, "Sicário" morre em Belo Horizonte


Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão atentou contra a própria vida enquanto estava sob custódia da Polícia Federal em Minas Gerais


Por Jussara Soares, Lucas Schroeder, Gabriela Piva e Leticia Martins, da CNN Brasil, São Paulo e Brasília

Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, o "Sicário", morreu na noite desta quarta-feira (4). Ele estava internado num hospital em Belo Horizonte após ter atentado contra a própria vida enquanto estava sob custódia da PF (Polícia Federal).

Preso na manhã de hoje no âmbito da Operação Compliance Zero, Mourão era réu por organização criminosa e lavagem de dinheiro.

Quem era "Sicário"?
Nas investigações da Polícia Federal, foi constatada a existência de um grupo chamado de "A Turma", do qual Vorcaro e Luiz Mourão faziam parte.

Segundo a PF, "Sicário" era responsável pela "coordenação de atividades voltadas à obtenção de informações, monitoramento de pessoas e levantamento de dados considerados relevantes para os interesses do grupo".

A corporação aponta que o homem realizava consultas e extrações de dados em sistemas restritos de órgãos públicos, incluindo bases de dados utilizadas por instituições de segurança pública e investigação policial.

Conforme a autoridade policial, o investigado teria obtido acesso indevido aos sistemas da própria Polícia Federal, do MPF (Ministério Público Federal), e até mesmo de organismos internacionais, tais como FBI e Interpol.

Luiz Mourão também teria atuado em ações voltadas para remoção de conteúdos e perfis em plataformas, com o objetivo de obter dados de usuários ou tirar de circulação possíveis críticas ao grupo. Ele ainda teria papel de coordenação e mobilização das equipes responsáveis pelas ações da organização.

A PF diz ainda que Luiz Mourão também atuava para intimidar antigos funcionários do Master e levantar dados sobre essas pessoas.

Em uma das situações, "Sicário" estaria envolvido em uma conversa com Vorcaro na qual o banqueiro pedia para organizar um assalto e "dar um pau" no jornalista Lauro Jardim, de O Globo.

Agiotagem
A CNN Brasil confirmou com o MPMG (Ministério Público de Minas Gerais) a denúncia do órgão contra Luiz Mourão, que teria movimentado R$ 28 milhões em contas bancárias de empresas ligadas a ele num esquema de pirâmide financeira. As ações ocorreram entre junho de 2018 e julho de 2021. O objetivo seria atrair investidores.

Ele é réu em uma ação proposta pelo Ministério Público de Minas Gerais, que investiga suspeitas de crimes como lavagem de dinheiro, organização criminosa e infrações contra a economia popular.

"A triangulação de valores através de pessoas jurídicas constitui movimento típico de lavagem de dinheiro, in casu com a ocultação dos valores provenientes, direta ou indiretamente, dos crimes contra a economia popular perpetrados", diz a denúncia.

As investigações também apontam que, antes de integrar o suposto esquema de pirâmide, Luiz Mourão atuava como agiota. No fim do ano passado, o setor de inteligência da Polícia Militar de Minas Gerais analisou o celular apreendido do acusado e concluiu que ele exercia papel de destaque na organização.

"A análise do aparelho celular pertencente a Luiz Phillipi Machado Mourão, identificado em conversas, revelou elementos que corroboram a investigação, mesmo diante de tentativas de ocultação de provas por meio da exclusão de conversas. O conteúdo extraído indica que o investigado exercia papel central e de liderança em uma organização criminosa, coordenando a atuação dos demais integrantes e gerenciando atividades ilícitas", diz um trecho do relatório de inteligência.

Conforme a apuração, o cúmplice de Vorcaro "exercia posição de chefia na organização criminosa, coordenando as ações dos demais membros e administrando as atividades ilícitas do grupo", termina o relatório.

A defesa de Sicário informou que ele não apresentou ao longo do dia sinais “aparentes de comprometimento de suas condições físicas ou psíquicas”. “A defesa tomou conhecimento, posteriormente, somente após a divulgação de nota oficial atribuída à Polícia Federal, de notícia acerca do incidente, ao qual se atribuiu possível relação com tentativa de autoextermínio”, informou.

Mais Notícias...

03/03/2026
Filipe Luís se despede do Flamengo após demissão: "Ciclo histórico"
02/03/2026
Itajubense conquista Top 1 de Fisiculturismo em São Paulo
01/03/2026
Padre Fábio de Melo passa por cirurgia no Rio de Janeiro
28/02/2026
Votar com consciência não é crime
28/02/2026
Ator e diretor Dennis Carvalho morre aos 78 anos de idade
27/02/2026
Hugo Calderano e Bruna Takahashi conseguem título inédito no Smash de Singapura
26/02/2026
Mendonça autoriza pedido da PF e quebra sigilo de Lulinha
25/02/2026
Butantan celebra 125 anos com investimentos e festa com música, bolo e brindes
24/02/2026
Chuvas intensas deixam 43 desaparecidos em Juiz de Fora e Ubá
23/02/2026
Entidades divulgam manifesto “Ninguém acima da Lei” sobre STF
    Casa Joka Institucional l
    Gustavo Almeida
    Riera Turismo
    Unimev Itajubá
    Colégio XIX de Março
Precisa de ajuda? Converse conosco!